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A.A.A.
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Estivemos à conversa com Vicente a propósito da edição de "Meta", o EP de estreia.

Fenther – Quem é Vicente e de onde nos chega?
Vicente – Vicente, sendo o meu apelido, representa aquela parte de mim que nunca deixou de acreditar nos meus sonhos de criança e fez por mantê-los bem vivos. O Francisco, primeiro nome, foi o corpo que os concretizou. Respiro arte desde que me lembro. Estudei design e jazz em Lisboa onde vivo desde que nasci.

Fenther – Qual é a "Meta" a atingir?
Vicente – Neste momento o grande sonho é conseguir alcançar um patamar que me permita viver só da música que componho. Será o sinal de que consegui levar a minha arte a muita gente e que há quem se identifique com o meu trabalho.

"“Meta” é uma mensagem para todos os que lutam, como eu, pela seu verdade. Uma mensagem de força, de esperança, de que há sempre uma luz ao fundo do túnel."

Fenther – Complicado editar um EP nestes dias incertos, concordas?
Vicente – Esta questão leva-me a uma resposta dividida entre opiniões. Se por um lado este afastamento social veio dificultar a vida de qualquer artista que esteja a querer fazer crescer a sua arte, vivemos muito da energia do público e não há melhor maneira de fazer a nossa música chegar a mais gente do que com concertos ao vivo, por outro este isolamento fez-me ganhar aquele tempo há muito desejado para me conseguir concentrar a 100% no que havia por terminar. Porém a saudade de pisar um palco já aperta...

Fenther – Podes levantar um pouco o véu deste EP para quem ainda não conhece?
Vicente – Costumo descrever o Ep como uma brisa leve num dia quente. Uma viagem pelos sons que marcaram a minha infância, “Meta” conta a história de um rapaz que teima em agarrar-se às coisas boas da vida e que, apesar das adversidades que ela nos traz, nunca deixa de batalhar por aquilo que o faz feliz. “Meta” é uma mensagem para todos os que lutam, como eu, pela sua verdade. Uma mensagem de força, de esperança, de que há sempre uma luz ao fundo do túnel. O importante é cruzar a meta!

Fenther – Um cantautor com muitas influências?
Vicente – Afirmativo. Sem dúvida que ando com uma mala cheia de boas influências sempre comigo. Felizmente consegui crescer cheio de diversidade de géneros musicais que me foram moldando o artista que sou hoje. Sons como, o jazz, a bossa nova, o gospel, com uma pitada de hip-hop, Rock&roll e raízes em ritmos africanos. Especificamente encontro inspiração em artistas como Moses Sumney, Jacob Collier, Al Jarreau, Bobby McFerrin, Frank Sinatra, entre muitos outros!

Fenther – Como defines o som que crias?
Vicente – Pretendo, através da música que componho, criar ambientes onde quem ouve seja transportado para outros universos. Mundos onde o pé sai forçosamente do chão e o sorriso rasgado se torna difícil de conter. Procuro essencialmente conseguir emocionar quem houve. Criar pequenas viagens que se queiram reviver vezes e vezes sem conta.

"Respiro arte desde que me lembro. Estudei design e jazz em Lisboa onde vivo desde que nasci."

Fenther – Estado da musica nacional? De saúde?
Vicente – Portugal é feito de músicos incríveis. Na minha humilde opinião esta situação pandémica só veio unir muito mais a classe dos artistas. Deu-nos tempo para reorganizar mentes e objectivos e veio aperfeiçoar muita coisa que havia por aperfeiçoar. A música nacional mantém-se e manter-se-á com uma qualidade muito acima da média e eu encho-me de orgulho por conhecer e ter a oportunidade de trabalhar com grandes bestas, no melhor dos sentidos, bem portuguesas! Aproveito a deixa para agradecer aos meus amigos e músicos que dão vida às minhas criações César Correia, André Gomes, Pedro Rodrigues e Manel Matos!

Fenther – Vais conseguir tocar ao vivo em breve? Vai ser possível?
Vicente – Ter uma resposta positiva a esta pergunta é muito complicado neste momento. Se dependesse de mim estava a tocar ao vivo todos os dias da semana! Infelizmente ainda não há liberdade total para que isso aconteça embora se comecem a abrir algumas janelas que alimentam a minha esperança. Quando possível, hei-de ser leão a correr atrás de todo e qualquer palco espalhado por aí eheh por enquanto vou satisfazendo a vontade através dos mini concertos live, as V Summer Sessions, nas minhas redes sociais, que tenho estado a preparar cheios de surpresas e caras que me são muito especiais. Fins de tarde de partilha musical que tentamos ter convosco, público, mesmo que à distância.

Fenther – Mensagem final...
Vicente – “O tempo que passou
Em sombras imprimiu
O que me transformou
Está bem preso assim
Ao tempo que partiu”

É tempo de metamorfosear, de serem felizes. Vai ficar tudo bem e muito em breve estaremos frente a frente a respirar música e arte! Sigam-me nas redes sociais em @franchicovicente e subscrevam o meu canal do YouTube. A melhor maneira de nos mantermos por perto! OBRIGADO!!

Vitor Pinto